12 abril, 2010


"Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não?
Até porque não acredito no que é dito, no que é visto.
Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto."

11 abril, 2010

O Melhor De Mim


O meu coração está feliz por causa de você
Minha vida mudou de vez depois que você chegou
Sou outra pessoa, uma pessoa bem melhor

E se o amor tivesse uma cor, seria a sua
Se fosse branca a cor, seria a mais bela das luas
Toda a beleza que o amor pedir, eu quero pra você
O melhor de mim

Se o amor tivesse um nome, seria o seu
Se fosse flor o seu nome, seria o mais doce jasmim
Você sabe me fazer feliz e eu quero pra você
O melhor de mim

O meu corpo tá mais quente por causa de você
Minha pele mudou de cor depois que você chegou
Você entrou na minha vida como um anjo cheio de luz
Tudo ficou mais claro, tudo ficou azul

Se o amor tivesse uma cor, seria a sua
Se fosse branca a cor, seria a mais bela das luas
Toda a beleza que o amor pedir, eu quero pra você
O melhor de mim

Odeio - Caetano Veloso


Veio um golfinho do meio do mar roxo
Veio sorrindo pra mim
Hoje o sol veio vermelho como um rosto
Vênus, diamante, jasmim
Veio enfim o e-mail de alguém

Veio a maior cornucópia de mulheres
Todas mucosas pra mim
O mar se abriu pelo meio dos prazeres
Dunas de ouro e marfim
Foi assim, é assim, mas assim é demais também

Odeio você, odeio você, odeio você
Odeio

Veio um garoto do arraial do cabo
Belo como um serafim
Forte e feliz feito um deus, feito um diabo
Veio dizendo que sim
Só eu, velho, sou feio e ninguém

Veio e não veio quem eu desejaria
Se dependesse de mim
São paulo em cheio nas luzes da bahia
Tudo de bom e ruim
Era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

Odeio você, odeio você, odeio você
Odeio


[Na voz da Ana Carolina, mil vezes melhor...é apaixonante mas sou suspeita a dizer algo!]

08 abril, 2010


Quase iguais: em Simplesmente Eu, Clarice Lispector, maquiagem e penteado tornam a atriz ainda mais parecida com a escritora.

É quase como se Clarice Lispector (1920-1977) rediviva ocupasse o palco. Depois de ser visto por cerca de 45 mil pessoas em Brasília e nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector chega a São Paulo na sexta (9/4), com Beth Goulart interpretando a autora de A Paixão Segundo G.H. e A Hora da Estrela. A semelhança física entre as duas mulheres é realçada por artifícios como a maquiagem sobre os olhos, o penteado armado e o sotaque estrangeiro que Clarice, nascida na Ucrânia, carregou por toda a vida. Nos dois anos de gestação da peça, Beth devorou a obra da escritora, suas cartas, entrevistas, biografias. Mergulhada de cabeça no projeto, se incumbiu da adaptação do texto e da direção, supervisionada por Amir Haddad. A atriz dá voz à protagonista por meio de um discurso habilmente costurado, intercalando as falas dela com quatro de suas personagens: Joana (de Perto do Coração Selvagem, o romance de estreia, de 1943), Ana (do conto Amor, publicado em Laços de Família, 1960), Lóri (de Uma Aprendizagem Ou O Livro dos Prazeres, 1969) e a narradora anônima da crônica “Perdoando Deus”, que saiu no livro Felicidade Clandestina (1971). Em pauta, confissões e reflexões sobre vida, morte, Deus, arte, cotidiano, loucura, medo e amor. A iluminação de Maneco Quinderé reforça os climas necessários a cada cena. Em forma de semicírculo, o belo cenário de Ronald Teixeira e Leobruno Gama é limitado de um lado pelo público e do outro, por uma cortina com tiras de seda, pela qual a atriz recebe os figurinos criados por Beth Filipecki – elegantes e funcionais, eles podem ser sobrepostos ou tirados com facilidade, revelando por baixo outra roupa. Assim, Beth Goulart vai se transmutando nas personagens, enquanto entrega ao público uma interpretação delicada e poderosa, densa e magnética. Como a prosa de Clarice.
Eu levei quatros anos para conseguir o que eu queria...quanto tempo mais, vai levar para eu conseguir as outras coisas que estão em minha mente e eu buscando?
Quero meu espaço!

Engraçado, o pessoal da Pós, já são todos tão pré definidos na vida. Muitos casados ou até mesmo com filhos, namorando...pré estabelecidos na vida profissional. Não é uma inveja mas sim, uma observação, todos da mesma forma. Eu, sendo uma das mais novas mas mesmo assim, sendo a diferente da sala. Como sempre, a diferente, sim...em todos os sentidos.
Mas estou bem, da forma como estou, dando tempo ao tempo para conquistar as coisas com que me farão felizes e me sentir bem com aquilo que sou. Ou talvez não, fique frustrada pelo o que tenho, afinal, nenhum ser humano, é totalmente feliz com as coisas que conquistou.
É agora, que as coisas vão conquistar a sua forma, como tem que ser.

07 abril, 2010


"Definição de insanidade é querer resultados diferentes reproduzindo da mesma forma que sempre fez."

[Aula de Tópicos Avançados em Marketing - autor não visualizado]