28 novembro, 2009



Queria entender certos sentimentos, certas vontades.
Queria que as pessoas fossem mais solidárias.
Queria deixar de ser tão preocupada com os outros.
Queria amar mas por todos os minutos e não por alguns segundos.
Queria sentir o vento batendo em minha face sem me preocupar com outras coisas.
Queria não ter tantos pressentimentos que me movem e me fazem perder noites de sonos.
Eu quero é viver, viver sem pensar tanto!

22 novembro, 2009

A Síndrome dos vinte e tantos.


A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.

E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!

FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!

19 novembro, 2009

Amar - Carlos Drummond de Andrade


Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

18 novembro, 2009

Quanto vale ou é por quilo? - 2005



Direção: Sérgio Bianchi
Elenco: Antonio Abujamra, Caio Blat, Herson Capri, Ana Carbatti, Marcelia Cartaxo, Clara Carvalho, Leona Cavalli, José Rubens Chachá, Caco Ciocler, Joana Fomm, Ênio Gonçalves, Ariclê Peres.
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

16 novembro, 2009


Pessoas tão iguais, com a mesma forma de se vestir, com o mesmo penteado e aquela forma de tratar quem serve-nas, com ar de superioridade.
E aquela pessoa, que é diferente, só pelo simples fato, de por exemplo, o cabelo ser cacheado, já é uma forma de olhar torto.
A moda, influência tanto no modo das pessoas se vestirem, se comunicarem e até mesmo, no tratamento perante as pessoas. Eu não sei, de que forma, as pessoas vão crescer interiormente, se não aceitam a si próprio, como vão aceitar os seus semelhantes; aqueles com quem vai compartilhar uma vida.

15 novembro, 2009


Quando eu morrer, eu vou virar um anjo, por toda a paciência que eu tenho com as pessoas.

13 novembro, 2009


"(...) não entendo nada. Era uma verdade tão indubitável que tanto seu corpo como sua alma vergaram-se ligeiramente e assim ela repousou um pouco. Naquele instante era apenas uma das mulheres do mundo, e não um eu, e integrava-se como para uma marcha eterna e sem objetivo de homens e mulheres em peregrinação para o Nada. O que era um Nada era exatamente o Tudo."

11 novembro, 2009


"O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades."

10 novembro, 2009


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

O que eu sinto não está sendo sentido...


São diversas sensações que sinto mas que eu não consigo raciocinar bem.
Diversas idéias querendo colocar em prática mas me falta tempo e meios financeiros para realizar...quem sabe, quando tiver um tempo para colocar as idéias no lugar, não brote uma idéia genial e o que penso agora, seja reformulado ou até mesmo, esquecido.

Cansada de pessoas que dão palpite na vida dos outros, sem nem saber o que acontece, sem você ter tido nada; de pessoas que pensam somente no próprio umbigo e que não faz nada para reagir; cansada da estupidez de pessoas que possuem um cargo mais alto que você e faz questão de esfregar na cara, sem você poder reagir com uma única palavra e mandam em você, sem um pingo de educação. Ninguém foi feito para pisar, somos todos humanos.

Cansada de muita coisa mas eu vou colocar um ponto final.

07 novembro, 2009

Andava atrás de mim e não me via...


Os dias estão passando e mais uma fase de minha vida, se encerra...estou com 22 anos mas não os sinto, sinto-me com menos mas amadurecendo a cada dia, porque sou uma pessoa, em constante mudanças.