17 março, 2010
06 março, 2010

Queria um daqueles amores arrebatores que a mesma intensidade fosse sentida, nem mais nem menos de cada um, tudo na mesma quantidade, na medida e dose certa.
Não queria nada mais além de querer flutuar em meus sonhos, como no passado, mas com a mesma racionalidade que tenho hoje.
Guardo-me inteiramente para VOCÊ, para contar meus sonhos, meus desejos, minha forma de ser e querer correr pelo mundo, espero VOCÊ para poder me acompanhar e viver novas aventuras.
Sei que nada é como nos sonhos, mas uma dose de sonhos é o que faz a gente retomar algumas coisas com toda uma força, sem pensar, que pode ou não dar certo... Mesmo com uma pedra no caminho, tudo se torna mais simples, isso, só por causa de VOCÊ!
Para VOCÊ, eu guardei o amor...
03/03/2009 – 23h39min
Pra Você Guardei o Amor
Nando Reis
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
04 março, 2010
03 março, 2010

Lendo um livro, onde explica a Obra e a Pessoa Clarice Lispector, realmente a minha paixão pela obra dela vai além, sinto-me mergulhada e entendendo melhor o que ela é, representa para a literatura e sentimentos guardados a cada palavra que ela passa em seus livros.
Estou falando de procurar em si próprio a nebulosa
que aos poucos se condensa, aos poucos se concretiza,
aos poucos sobe à tona — até vir como um parto
a primeira palavra que a exprima.
"Escrever ao Sabor da Pena",
em A Descoberta do Mundo (1984)
02 março, 2010

“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…”
Fernando Pessoa
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